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Camila Cabello desabafa sobre sua ansiedade e encoraja fãs que passam pelo mesmo

Camila Cabello sempre foi muito sincera sobre sua saúde mental, e, enquanto finaliza seu segundo álbum de estúdio, ela refletiu sobre sua batalha contra a ansiedade.

Em seu Instagram, a cantora revelou nesta segunda-feira (22) como esse tópico a mudou como pessoa. Também trouxe uma mensagem de acolhimento para quem passa pela mesma situação, falando que é possível mudar e dar a volta por cima.

Veja abaixo:

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I remember growing up hearing stories of the singers I loved, all the stories sounded the same, kids who would grow up performing for their families and putting on talent shows for their parents when they were little who grew up to be dazzling to me. I was the opposite, I never ever sang in front of my parents or friends and would get flustered when they would ask me to, I sang in my room when my parents left for Walmart and cried when one day I saw them filming me through the crack of the door, I got teary eyed when people sang happy birthday to me because people looking at me actually made me overwhelmed. I was generally incredibly nervous and socially anxious when I was little; and people always have this look of disbelief when I tell them that. I did an interview the other day where I got it again, the interviewer said something along the lines of “So… how’d you end up here?” The answer is, I feel like my whole life there’s been two Camila’s in me. There’s little Camila that is terrified of the unknown, is aware of all the ways everything can go wrong, (actually can picture them vividly lol), and thinks it’s safer to stay home than to play ball. Then there’s the other Camila. And she knows what she wants out of life, is aware of how little time I have to let little Camila run the show while time passes by, and grabs young me by the hand and forces her out the door saying “Let’s go. You’ll survive, and I’m not gonna miss out on this. Let’s go.” And that is literally how I can sum up how I’ve gotten to this point in my life. (I’m talking about as a person, not success.) remember feeling discouraged when I felt like some people were just “born” to do things. That they always had it in them. “They were always this outgoing, they always loved to entertain, they were always this bold, they were always this outspoken.” (…..continue)

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Eu lembro de crescer ouvindo histórias de cantores que eu amava, todas as histórias pareciam iguais, crianças que cresciam se apresentando para suas famílias, fazendo shows de talentos para seus pais quando eram pequenos para crescerem e serem deslumbrantes para mim.

Eu era o oposto, eu nunca cantei na frente dos meus pais ou amigos e ficava afobada quando eles me pediam para cantar, eu cantava no meu quarto quando meus pais saíram pro supermercado e chorei quando um dia eu os vi me filmando por entre a brecha da porta, eu ficava com os olhos marejados quando cantavam pra mim ‘Parabéns Pra Você’ porque pessoas olhando pra mim me deixavam sobrecarregada. Geralmente eu era incrivelmente nervosa e socialmente ansiosa quando eu era pequena; e as pessoas têm esse olhar de descrença quando eu conto isso a elas.

Eu fiz uma entrevista no outro dia quando isso aconteceu de novo, o entrevistador disse algo do tipo ‘então, como você chegou até aqui?’ A resposta é, eu acho que em toda minha vida há duas Camilas em mim. Tem a pequena Camila que é amedrontada com o desconhecido, está ciente de todas as formas que as coisas podem dar errado, (na verdade pode visualizá-las de forma bem vívida rs), e acha que é mais seguro ficar em casa do que ir jogar bola. Então há a outra Camila. E ela sabe o que ela quer da vida, está ciente do pouco tempo que tenho para deixar a pequena Camila comandar o show enquanto o tempo passa, e pega a minha versão jovem pela mão e a força pra fora da porta dizendo ‘Vamos, você vai sobreviver, e eu não vou perder isso. Vamos.’

E é literalmente dessa forma que eu posso resumir como eu cheguei nesse momento em minha vida (eu estou falando como pessoa, não sucesso). Lembro de me sentir desencorajada quando eu sentia que algumas pessoas simplesmente “nasceram” para fazer coisas. Que elas sempre tiveram isso nelas. ‘Elas sempre foram extrovertidas assim, sempre amaram entreter, sempre foram corajosas assim, sempre foram sinceras assim.

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(part 2..) The truth is you decide who you’re going to be. Every day. I’m not talking about talent or success. I just mean the type of person you’re going to be. If you haven’t been very brave, or very social, or wild, or an adventure seeker, if you describe yourself as the opposite of those things… it doesn’t mean you can’t be. The other you needs to grab little you by the hand, yank you by the hairs and tell you, “Let’s go.” Little me hasn’t left. I just don’t let her boss me around as much. I felt like sharing because I think sometimes we see other people do things and think “Ah, well.. that’s just not me. I’ve never been like that.” It’s NOT TRUE. I’m telling you. I went from never wanting to sing in front of my family to being addicted to performing, from being too anxious to hang out with new people to… still being a little anxious but having THE BEST time and making irreplaceable memories. The essence of me is the same, but i’ve changed so much as a person. You choose who you’re going to be. Force yourself to do what you’re afraid of, always- and go after what you want and who you want to be, because you’re worth that. You’re worth the fight. It’s the most worthwhile one there is. Love you ❤️

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A verdade é que você decide quem você vai ser. Todo dia, eu não estou falando de talento ou sucesso. Eu só quero dizer do tipo de pessoa que você vai ser. Se você não tem sido muito corajosa, ou muito social, ou selvagem, ou em busca de aventura, se você se descreve como o oposto dessas coisas… não quer dizer que você não pode ser.

O seu outro você precisa pegar o o pequeno você pela mão, balançar você pelos cabelos e dizer pra você, ‘Vamos.’ A minha eu pequena não foi embora. Eu só não deixo ela mandar em mim tanto. Eu quis compartilhar isso porque às vezes nós vemos outras pessoas fazerem coisas e pensamos ‘Ah, bem… isso não é pra mim. Eu nunca fui desse jeito.’ Isso NÃO É VERDADE. Estou te dizendo. Eu fui de nunca querer cantar na frente de minha família para ser viciada em me apresentar, de ser muito ansiosa para sair com novas pessoas para… ainda ser um pouco ansiosa mas me divertindo MUITO e criando memórias insubstituíveis.

A minha essência é a mesma, mas eu mudei muito como pessoa. Você escolhe quem você vai ser. Force você mesmo a fazer aquilo que você tem medo, sempre – e vá atrás do que você quer e quem você quer ser, porque você merece isso. Você merece a luta. A luta que mais vale a pena. Amo vocês.

Uau!

Via: PapelPop

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