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Conheça ‘Lady Driver’, aplicativo que aceita motoristas e passageiras mulheres

Um dos grandes problemas nos transportes públicos e compartilhados hoje é o assédio contra mulheres. Seja no ônibus ou em um carro com motorista, os casos de abuso acontecem diariamente e afetam grande parte delas. “Se você nunca passou por isso, com certeza tem uma amiga que já foi assediada no transporte”, comenta Gabriela Correa, criadora do aplicativo Lady Driver, que só aceita motoristas e passageiras que sejam mulheres. Após sofrer assédio dentro de um carro chamado através de um aplicativo, ela decidiu desenvolver seu próprio transporte, onde esse tipo de situação não fosse acontecer.

O Lady Driver é um serviço “de mulheres para mulheres”, explica a CEO. Foi legalizado pela prefeitura de São Paulo no dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher) deste ano, e está funcionando na cidade e em Guarulhos desde então. Para utilizar o serviço, é só baixar o aplicativo no seu celular e cadastrar seus dados pessoais e um cartão de crédito – um diferencial interessante é a possibilidade de fornecer um contato de emergência (com nome e e-mail) caso algo aconteça com a passageira. Depois do cadastro, você já pode pedir sua motorista ou agendar uma corrida, sempre com a estimativa de preço informada pelo app. Além disso, é possível escolher uma “motorista favorita”, que pode ser chamada independente de onde estiver.

O Lady Driver é um serviço “de mulheres para mulheres”, explica a CEO. Foi legalizado pela prefeitura de São Paulo no dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher) deste ano, e está funcionando na cidade e em Guarulhos desde então. Para utilizar o serviço, é só baixar o aplicativo no seu celular e cadastrar seus dados pessoais e um cartão de crédito – um diferencial interessante é a possibilidade de fornecer um contato de emergência (com nome e e-mail) caso algo aconteça com a passageira. Depois do cadastro, você já pode pedir sua motorista ou agendar uma corrida, sempre com a estimativa de preço informada pelo app. Além disso, é possível escolher uma “motorista favorita”, que pode ser chamada independente de onde estiver.

Gabriela explica que, desde o início, sua intenção era ajudar as mulheres: motoristas e passageiras. Além da segurança que o app exclusivo para elas oferece, a taxa para as motoristas é, de acordo com a CEO, uma das menores do mercado, 16%. Com experiência prévia em gestão na área de nutrição, Gabriela decidiu investir no prório negócio, que vê como oportunidade para outras mulheres. “A motorista ainda acaba virando uma espécie de empreendedora, porque pode deixar corridas agendadas para toda a semana e administrar seu negócio dessa forma”.

As regras para motoristas estão de acordo com normas da Prefeitura de São Paulo: elas devem ter EAR na carteira, carro com ano acima de 2012, quatro portas e ar condicionado. Depois da aprovação dos documentos, é obrigatória a participação do treinamento na sede da Lady Driver.

Após casos frequentes de assédio contra mulheres em transportes públicos, o Lady Driver viu sua base de usuárias cadastradas crescer significativamente. De acordo com Gabriela, já são mais de 100 mil downloads do aplicativo em iOS e Android. Além disso, os planos são de crescimento: “Estamos em SP e Guarulhos, em outubro iniciaremos no Rio de Janeiro. Estamos conversando com outras cidades do Brasil e América Latina”.

E os homens podem usar o aplicativo? Depende. Eles não podem se cadastrar no Lady Driver, mas uma mulher já cadastrada pode levar um homem (marido, filho, irmão, amigo, etc) em uma corrida.

Sobre o futuro, a CEO explica “Nossos planos são de consolidação e valorização das mulheres ao volante: mostrar para o mundo que as mulheres podem e são ótimas motoristas”.

O sucesso da iniciativa motivou a chegada de concorrentes. O FemiTaxi, que já oferecia às mulheres a possibilidade de encontrar taxistas do mesmo sexo, incluiu os carros particulares no sistema há dois meses. A plataforma mais recente desse tipo, o Nüshu, ainda está cadastrando as motoristas, mas até o fim do ano deve disponibilizar o serviço para as paulistanas que circulam pelo centro expandido.

Há também uma vantagem financeira na novidade: as plataformas exclusivas para mulheres costumam reter uma porcentagem menor do valor da corrida em relação às demais. Enquanto o Uber fica com cerca de 25% do montante pago pelo usuário, o Lady Driver embolsa 16%, o FemiTaxi, 18%, e o Nüshu, 20%. “Faço cerca de 25 corridas por dia e tenho renda mensal de 4 000 reais, mais do que eu conseguiria em um aplicativo comum”, diz Simone.

Nome: Lady Driver
Serviço: Transporte compartilhado de mulheres para mulheres
Data de lançamento: 08/03/2017
Preços: Bandeira 1 – Taxa de serviço: R$2,55. Valor por minuto (em corridas com menos de 15km): R$0,13. Valor por km (em corridas com menos de 15km): R$1,66. Para tarifas em corridas com mais de 15km e bandeira 2, acesse o aplicativo.
Site: www.ladydriver.com.br

Via: Globo e Veja

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