“Dunkirk”: A Mix já assistiu e te deixa por dentro do novo filme de Christopher Nolan!

Por Ana Beatriz Felicio

Imagine estar preso numa cidade, cercado de inimigos e tendo o mar como única rota de fuga.

Pense como seria pilotar um avião numa missão em meio à segunda guerra mundial, sem saber ao certo o quanto de combustível que ainda lhe resta, ou ainda, não ter experiência nenhuma em combate e comandar um barco de lazer para tentar salvar soldados que você nem sabe se ainda estão com vida. Desafiador? Pois essa é a premissa de “Dunkirk”, novo filme de Christopher Nolan (Batman: O Cavaleiro das Trevas, A Origem, Amnésia, Interestelar)!

O longa narra a história real que rolou em maio de 1940 quando soldados franceses, britânicos e belgas ficaram sitiados pela tropa alemã em Dunkirk.

Cercados de inimigos por todos os lados, o único jeito de escapar era pelo mar. Mais de 300 mil homens faziam filas na praia sem saber ao certo se haveriam barcos suficientes para regata-los, ou ainda, se não seriam bombardeados a qualquer momento por algum caça-aviões inimigo.

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Nolan divide o filme em 3 tempos narrativos diferentes: terra, ar e água. Dono de um roteiro sensacional, esses ambientes acabam se cruzando em determinada parte da história. Durante uma entrevista, o cara contou que gostaria que as pessoas se sentissem verdadeiramente dentro dos cenários mostrados. Esse desejo foi alcançado com maestria, da primeira cena do filme, que mostra soldados recebendo uma chuva de panfletos de rendição nas lindas ruas da cidade de Dunkirk, até o momento final.

Durante duas horas imergimos na agoniante realidade que os soldados enfrentaram. Em alguns momentos falta ar, em outros estamos voando atrás de um avião inimigo no céu azul. A fotografia de Hoyte Van Hoytema é uma obra de arte a parte. Conhecido por grandes filmes como “Her” e “Interestelar”, o holandês não decepciona e faz de Dunkirk uma obra que merece cada cena, conseguindo achar beleza em meio ao caos e sofrimento. E já fica a dica: o filme foi todo rodado em câmeras IMAX e merece ser visto nesse formato pelo menos uma vez!

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Todos os atores desempenharam bem seus papeis, mas merecem destaque as atuações de Mark Rylance (Ponte dos Espiões), como um dos civis que pega o próprio barco para resgatar os soldados da praia; Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria) no papel de aviador e principalmente Kenneth Branagh (Thor) que interpreta um comandante naval que precisa liderar a ação de resgate. E claro que não poderia deixar de citar a participação de Harry Styles. Não há nada do cantor durante o longa, em determinados momentos até esquecemos que se trata de alguém do mundo da música, porque a atuação como um jovem soldado parece tão natural que combina tranquilamente com o restante do elenco.

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Diferente de outras narrativas do gênero, em Dunkirk não há corpos sangrando ou dramas exagerados. A construção é feita em cenas longas, com belas imagens e silêncios que dizem mais que grandes diálogos. Do barulho da areia da praia, do motor do avião ou dos tiros abafados pela água.

Nolan conseguiu equilibrar todos os elementos narrativos e audiovisuais, tornando Dunkirk um filme que demora a sair do imaginário de quem for absorvido pela realidade contada. É por fim, um filme sobre esperança.

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